De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2005, 278 milhões de pessoas tinham perdas auditivas
de grau moderado a profundo, sendo que 80% dessas pessoas viviam em países em desenvolvimento. A metade dos
casos de deficiência auditiva poderia ser prevenida e seus efeitos minimizados se a intervenção fosse iniciada
precocemente. Segundo dados de diferentes estudos epidemiológicos, a prevalência da deficiência auditiva varia de
um a seis neonatos para cada mil nascidos vivos, e de um a quatro neonatos para cada cem recém-nascidos
provenientes de Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN).
São considerados neonatos ou lactentes com indicadores de risco para deficiência auditiva (IRDA) aqueles que
apresentam os seguintes fatores em suas histórias clínicas (Jcih, 2007; Lewis et al., 2010):
I - Preocupação dos pais com o desenvolvimento da criança, audição, fala ou linguagem.
II - Antecedente familiar de surdez permanente, com início desde a infância, considerado risco de
hereditariedade, e os casos de consanguinidade.
III - Permanência na UTIN por mais de cinco dias, ventilação extracorpórea, ventilação assistida, exposição a
drogas ototóxicas, hiperbilirrubinemia, anóxia perinatal grave, apgar neonatal de 0 a 4 no primeiro minuto ou
0 a 6 no quinto minuto e peso inferior a 1.500 gramas ao nascer.
IV - Infecções congênitas e infecções bacterianas ou virais pós-natais.
V - Anomalias craniofaciais envolvendo a orelha e o osso temporal, traumatismo craniano, síndromes genéticas
que usualmente expressam deficiência auditiva e distúrbios neurodegenerativos (ataxia de Friedreich e
síndrome de Charcot-Marie-Tooth).
Marque a alternativa que apresenta os indicadores de risco para a deficiência auditiva: