O Grupo Música Viva (1938-52), criado por obra de H. J.
Koellreutter, visou a instaurar uma nova ordem na música
brasileira, em diálogo com a vanguarda internacional:
“A música, traduzindo ideias e sentimentos na linguagem dos
sons, é um meio de expressão; portanto, produto da vida social.
MÚSICA VIVA, compreendendo este fato, combate pela música
que revela o eternamente novo, isto é: por uma arte musical que
seja a expressão real da época e da sociedade. MÚSICA VIVA
estimulará a criação de novas formas musicais que correspondam
às ideias novas. MÚSICA VIVA, adotando os princípios de arteação, abandona como ideal a preocupação exclusiva de beleza;
pois, toda a arte de nossa época não organizada diretamente
sobre o princípio da utilidade será desligada do real”.
Manifesto de 1946, assinado por H. Alimonda, Egídio de Castro e Silva, Guerra-Peixe,
Eunice Katunda, H-J. Koellreutter, E. Krieger, G. Marcondes, S. Parpinelli, C. Santoro.
Com base no trecho e em seus conhecimentos, assinale a
afirmativa que caracteriza corretamente contribuições políticas e
estéticas do Música Viva para a música moderna brasileira.