Alimentada pela riqueza do petróleo, Baku, a capital do Azerbaijão, está se refazendo como uma cidade
ousada e vibrante, abrandada por hábitos tradicionais.
A cidade sempre ficou numa encruzilhada. Durante séculos, foi negligenciada sob o controle dos persas,
russos ou turcos. Agora, a cidade e o país vivem um surto de progresso, embora turvado pelo governo autoritário,
pelas vicissitudes da economia do petróleo e pelo desafio de integrar costumes islâmicos a secularismo ocidental.
“Falamos russo, nossos nomes são islâmicos ou persas, tentamos ser turcos”, explica o cineasta azeri Teymur
Hajiyev. “Temos uma cultura frankenstein”.
SCHOENFELD, Bruce. A mística do Mar Cáspio. Seleções, fev. 2019. p. 102-104.
Frankenstein é o título de um romance da inglesa Mary Shelley – mundialmente conhecido em função,
principalmente, dos filmes baseados no romance –, que narra a história de Victor Frankenstein, um estudante
de Medicina que cria em seu laboratório uma criatura com aparência quase humana, a partir de diferentes
partes corporais de cadáveres humanos. A horripilante e disforme imagem da criatura leva as pessoas a
repudiá-la e a se referirem a ela como o monstro de Frankenstein. Com base na leitura do trecho, é correto
afirmar que o termo negritado “frankenstein” revela o uso do recurso da intertextualidade, por meio da qual se