A luta pela igualdade racial passou a fazer parte da
retórica do governo e ocorre de maneira radical a partir da implementação de diversas experiências de cotas
adotadas por um número crescente de universidades
públicas, ao longo dos últimos anos. A proposta de cotas
encontrou em um primeiro momento uma resposta positiva da sociedade e, ainda hoje, a maioria das pessoas
consultadas apoia o uso das cotas, ainda que também
desconfiem de que se trata de um instrumento que estigmatiza os estudantes beneficiados. Mas a reação contrária não tardou a se manifestar e a crescer também desde
os primeiros momentos, mobilizando pessoas importantes do mundo universitário brasileiro, intelectuais, alguns
artistas e, principalmente, editores de grandes jornais
impressos e televisivos (Átila Roque, 2009. In: Marilene
de Paula e Rosana Heringer, 2009. Adaptado).
Como aponta Átila Roque, uma das principais críticas
de opositores das ações afirmativas nas universidades
públicas foi a de que as cotas