Segundo Hilário Franco, a Idade Média, para os românticos da primeira metade do século XIX, era “Vista como
época de fé, autoridade e tradição, a Idade Média oferecia um remédio à insegurança e aos problemas decorrentes
de um culto exagerado ao cientificismo. Vista como fase histórica das liberdades, das imunidades e dos privilégios,
reforçava o liberalismo burguês vitorioso no século XIX. Dessa maneira, o equilíbrio e a harmonia na literatura e
nas artes, que o Renascimento e o Classicismo do século XVII tinham buscado, cedia lugar à paixão, à exuberância
e à vitalidade encontráveis na Idade Média.” (FRANCO JÚNIOR, Hilário. A Idade Média: nascimento do
ocidente). Em relação às novas considerações da historiografia contemporânea, analise as afirmativas a seguir:
I. A Igreja, de um lado, negava aspectos importantes da civilização romana, como a divindade do imperador, a
hierarquia social, o militarismo. De outro, acabava sendo um prolongamento da romanidade, com seu caráter
universalista, com o cristianismo transformado em religião do Estado, com o latim que, por intermédio da
evangelização, foi levado a regiões antes inatingidas.
II. Para alcançar uma unidade política durante a Alta Idade Média (VIII-X), a dinastia Carolíngia precisou ser legitimada
pela Igreja, que, pelo seu poder sagrado, se considerava a única e verdadeira herdeira do Império Romano. Em
contrapartida, os soberanos Carolíngios entregaram um vasto bloco territorial italiano à Igreja, que, dessa forma, se
corporificou e ganhou condições de se tornar uma potência política atuante.
III. A Baixa Idade Média (XIV- XVI), com suas crises e seus rearranjos, representou a ruptura daqueles novos tempos. A
crise do século XIV foi uma decorrência da vitalidade e da contínua expansão territorial, demográfica, econômica, dos
séculos XI-XIII, o que levara o sistema aos limites possíveis de seu funcionamento.
Está CORRETO o que se afirma em