Martins (2014), a respeito do documento “Subsídios para Atuação e Assistentes Sociais na Política de Educação” (CFESS,
2012), destaca os elementos a partir dos quais se tem a ampliação da inserção dos assistentes sociais na política de
educação, a que demanda esta ampliação vem responder, bem como a dinâmica em que esta ampliação está inscrita.
Segundo o documento, quais são as demandas a que esta ampliação responde, os elementos que geram a mesma e a
dinâmica em que se insere a ampliação dos assistentes sociais na política de educação?
A Respondem às pressões dos sujeitos políticos da sociedade civil, organizados associações, sindicatos, movimentos já
instituídos; resulta das lutas dos movimentos sociais pela universalização de direitos e, em especial, os direitos
relacionados à política de educação; inscreve-se no contexto de efervescência dos movimentos da sociedade civil e
de uma maior participação do Estado na definição das mesmas.
B Respondem às demandas da categoria dos assistentes sociais e dos seus órgãos representativos, bem como de outras
categorias profissionais que participam de grupos de trabalho multiprofissionais nas instituições de educação; resulta
da organização de categorias profissionais diretamente relacionadas à política de educação e da sua articulação com
outras categorias indiretamente presentes nesta política; inscreve-se em uma dinâmica contraditória, com
intervenção do Estado no campo das políticas sociais.
C Respondem às requisições socioinstitucionais de ampliação das condições de acesso e de permanência da população
nos diferentes níveis e modalidades de educação, a partir da mediação de programas governamentais instituídos
mediante as pressões dos sujeitos políticos que atuam no âmbito da sociedade civil; resulta, por um lado da histórica
pauta de luta dos movimentos sociais em defesa da universalização da educação pública, por outro se subordina à
agenda e diagnósticos dos organismos sintonizados às exigências do capital, quanto à formação e qualificação da
força de trabalho; inscreve-se na dinâmica contraditória das lutas societárias em torno dos processos de
democratização e qualidade da educação.
D Respondem a demandas das instituições educacionais que defendem os interesses capitalistas de formação de
trabalhadores para o mercado de trabalho; resulta da organização e dos lobbies exercidos por organismos
sintonizados com os interesses do capital; inscreve-se no contexto de retrocesso das políticas sociais, da menor
participação do Estado na definição das mesmas.