Considere o seguinte texto:
Profissionais que trabalham na educação e no âmbito das políticas sociais voltadas à infância enfrentam imensos desafios:
questões relativas à situação política e econômica e à pobreza das nossas populações, questões de natureza urbana e social,
problemas específicos do campo educacional que, cada vez mais, assumem proporções graves e têm implicações sérias,
exigindo respostas firmes e rápidas, nunca fáceis. Vivemos o paradoxo de possuir um conhecimento teórico complexo sobre a
infância e de ter muita dificuldade de lidar com populações infantis e juvenis. Refletir sobre esses paradoxos e sobre a infância,
hoje, é condição para planejar o trabalho na creche e na escola e para implementar o currículo. Como as pessoas percebem
as crianças? Qual é o papel social da infância na sociedade atual? Que valor é atribuído à criança por pessoas de diferentes
classes e grupos sociais? Qual é o significado de ser criança nas diferentes culturas? Como trabalhar com as crianças de
maneira que sejam considerados seu contexto de origem, seu desenvolvimento e o acesso aos conhecimentos, direito social
de todos? Como assegurar que a educação cumpra seu papel social diante da heterogeneidade das populações infantis e das
contradições da sociedade?
(KRAMER, Sônia. A infância e sua singularidade. In: PAGEL, Sandra Denise & NASCIMENTO, Aricélia Ribeiro (orgs.) Ensino fundamental de nove
anos: orientações para inclusão da criança de seis anos de idade. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2007).
A inclusão das crianças de 6 anos no ensino fundamental, mediante o estabelecimento do ensino fundamental de 9
anos, ainda hoje é processo desafiador para a escola e para o professor. Sobre o tema, assinale a alternativa correta.