Escrever um bom texto exige de nós a capacidade
de estabelecer relações claras entre as várias ideias
a serem apresentadas. O desafio a ser enfrentado é
descobrir a melhor maneira de construir essas relações
com os recursos que a língua nos oferece.
Pense, por exemplo, na construção da uma casa.
As paredes são essenciais para a sua sustentação.
No texto, as ideias, informações e argumentos equivalem
aos tijolos que, dispostos lado a lado, permitem que as
paredes de uma casa sejam erguidas.
Mas, assim como os tijolos precisam de argamassa
para mantê-los unidos, o texto precisa de elementos
que estabeleçam uma ligação entre ideias, informações
e argumentos.
A “argamassa” textual se define em dois níveis
diferentes. O primeiro deles é o aspecto formal,
linguístico, alcançado pela escolha de palavras
(elementos linguísticos específicos), cuja função é
justamente a de estabelecer referências e relações,
articulando entre si as várias partes do texto. A isso
chamamos de coesão textual.
O segundo nível da “argamassa” textual é o da
significação. Somente a seleção e a articulação de
ideias, informações, argumentos e conceitos compatíveis
entre si produzirão como resultado um texto claro.
Nesse caso, como a articulação textual promove
a construção do sentido, ela é chamada de
coerência textual.
ABAURRE, Maria Luiza M.; ABAURRE, Maria Bernardete
M. Produção de texto: interlocução e gêneros. São Paulo:
Moderna, 2007. p. 284.
Sobre a construção das ideias do texto, é possível
afirmar: