A supervisora Adelaide organizou, com os diretores de
escolas públicas de seu setor de supervisão, encontros
de estudos sobre construção de conhecimento, aprendizagem ativa e motivação, selecionando textos para leitura e debate em reuniões pedagógicas com os professores. Dentre os textos pesquisados, Adelaide elegeu o de
Célia Frazão Linhares, in Silva Jr. e Mary Rangel (Orgs,
2004). Um dos motivos dessa escolha pode ser sintetizado no parágrafo no qual Linhares afirma: “Na própria
ação do sujeito, Montaigne, como Rabelais, vincula a
alegria de conhecer. Mas recusa com maior veemência o
ideal enciclopédico, de ‘cabeça bem cheia’, enfatizando a
‘cabeça bem feita’. Para isto ele acreditava ser essencial
livrar-se das ideias já prontas e das lições fechadas, pela
provocação da curiosidade do aluno, aproveitando