Na concepção interacional (dialógica) da língua,
os sujeitos são vistos como atores / construtores sociais,
sujeitos ativos que – dialogicamente – se constroem
e são construídos no texto, considerando o próprio
lugar da interação e da constituição dos interlocutores.
Desse modo, há lugar, no texto, para toda uma gama de
implícitos, dos mais variados tipos, somente detectáveis
quando se tem, como pano de fundo, o contexto
sociocognitivo dos participantes.
Nessa perspectiva, o sentido de um texto é construído
na interação texto-sujeitos e não algo que preexista
a essa interação. A leitura é, pois, uma atividade
interativa altamente complexa de produção de sentidos,
que se realiza evidentemente com base nos elementos
linguísticos presentes na superfície textual e na sua
forma de organização, mas requer a mobilização no
interior do evento comunicativo.
KOCH, I. G. V. Ler e compreender: os sentidos do texto.
3. ed. São Paulo: Contexto, 2006b. p. 11.
De acordo com o exposto no texto