[...] Mas, agora sim, estou realmente certo do espanto dos ouvintes: “existe então – perguntarão – uma sexualidade infantil?”.
“A infância não é, ao contrário, o período da vida marcado pela ausência do instinto sexual?” Não meus senhores. Não é verdade
certamente que o instinto sexual, na puberdade, entre no indivíduo como, segundo o Evangelho, os demônios nos porcos. A
criança possui, desde o princípio, o instinto e as atividades sexuais. Ela os traz consigo para o mundo, e deles provêm, através
de uma evolução rica de etapas, a chamada sexualidade normal do adulto. Não são difíceis de observar as manifestações da
atividade sexual infantil; ao contrário, deixá-las passar desapercebidas ou incompreendidas é que é preciso considerar-se grave.
(Freud, 1970, p. 39; 40 apud Nunes; Silva, 2000, p. 46.)
Sobre o desenvolvimento psicossexual da criança de acordo com Sigmund Freud, é INCORRETO afirmar que: