“No século XIX, a abordagem europeia à
história asiática tornou-se cada vez mais
dominada pelos sentimentos de superioridade
europeia e por uma convicção do atraso
asiático. Isso, no entanto, foi apenas um
fenômeno bastante recente, pois os
historiadores europeus tradicionalmente
demonstraram um grande respeito pelas
antigas civilizações da Ásia. Foi muito diferente
da atitude europeia para com a África, que foi
sempre considerada um continente a-histórico
e o povo africano um povo sem civilização e,
por isso, sem história”.
WESSELING, Henk. História de além-mar. IN: BURKE,
Peter (org.). A escrita da história: novas perspectivas.
Trad. Magda Lopes. São Paulo: Editora Unesp, 2011,
p. 99-133, p. 111.
A respeito da escrita da história e a história
africana, analise as afirmativas abaixo e dê
valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).
( ) A ampliação da escrita sobre a história do
continente africano insere-se no quadro da nova
história social e econômica nas décadas de
1920 e 1930.
( ) Dentre os acontecimentos que favoreceram a
ampliação da escrita e do debate sobre a
história africana, pode-se mencionar a fundação
do The Journal of African History.
( ) Uma peculiaridade no caso da história africana
é a necessidade de o(a) historiador(a) depender
de fontes exógenas, já que há menos material
escrito pelos próprios africanos do que os
europeus. Dessa forma, documentos
produzidos por viajantes gregos, romanos e
árabes, comerciantes ou administradores
europeus podem ser utilizados como fonte
potencial de compreensão da história do
continente.
( ) Embora promissoras, a promoção de novas
fontes para a história africana a partir da história
oral não se adequa de forma producente na
escrita da história.
Assinale a alternativa que apresenta a
sequência correta de cima para baixo.