Ao se propor a ideia de um professor como profissional
crítico-reflexivo, não se está falando sobre conteúdos ou um
campo específico para sua reflexão. Pretende-se que o
potencial da reflexão o ajude a reconstruir tradições
emancipatórias implícitas no valor da sociedade, dessa
forma,
A é importante que os professores, ao defenderem uma
posição mais reflexiva, acabem reduzindo suas
preocupações e suas perspectivas de análise aos problemas
e às situações internas ao espaço da sala de aula.
B pretende-se que o professor transforme as situações
cotidianas, como se um exercício de vontade pessoal por
parte dos docentes fosse capaz de uma mudança, ou ainda,
que a transformação possa realizar-se como mágica, só por
um desejo de deixar de ser individualista, presentista e
conservador.
C é necessário superar uma visão técnica e que se analise o
sentido político, cultural e econômico que cumpre a escola,
como esse sentido condiciona a forma como ensina, o modo
como assimila sua própria função e como se tem
interiorizado os padrões ideológicos sobre os quais se
sustenta a estrutura educativa.
D é primordial refletir criticamente, deslocar-se no contexto de
uma ação, na história da situação, abster-se de atividades
sociais e se omitir ante os problemas.
E é fundamental compendiar os limites que se apresentam
inscritos em seu trabalho, frustrando uma visão meramente
técnica na qual os problemas se reduzam a como cumprir as
metas que a instituição já tem fixadas.