A micro história coloca no seu centro perguntas sobre o funcionamento da racionalidade humana que governa os comportamentos – nesse sentido, colide com a literatura – e tem a pretensão de contribuir para criação e a crítica das ciências humanas em geral, no lugar de utilizá-las passivamente. Digamos, em resumo, que não elimina nada do geral nem do específico. A contraposição entre global e local e entre o coletivo e o individual não tem sentido porque a micro história, apesar de utilizar um lugar ou uma vicissitude individual ou um evento particular, os usa como reduzindo a escala de observação e concentrando a atenção através de um microscópio, identifica aspectos importantes invisíveis a um olhar e uma leitura de grandes dimensões. A micro história nasceu como crítica das generalizações simplificadoras e imóveis do estrutural funcionalismo e inclusive como crítica política dos automatismos sociais das leituras e das conceptualizações sociológicas do tipo “a classe operária é de esquerda.” Adaptado de: LEVI, Giovanni. Microhistoria e História Global, Historia crítica, n. 69, 2018, pp 21-35. Com base na interpretação de Giovani Levi, é correto afirmar que a Micro História 35