A Psicologia Diferencial, baseando-se na tradição positivista,
acreditava que a tarefa da ciência é estudar aquilo que é
observável (positivo) e mensurável.
Portanto, a inteligência, para ser estudada, deve tornar-se observável. Essa capacidade
humana foi, então, decomposta em inúmeros aspectos e
manifestações. Não podemos observar diretamente a
inteligência, mas podemos medi-la por meio dos
comportamentos humanos, que são expressões da capacidade
cognitiva.
Dadas as afirmativas sobre a Psicologia Diferencial,
I. A Psicologia Diferencial não estabelecia como critério a
distinção entre gênero, raça e classe. O ser humano,
concebido como universal e dotado de infinitas
possibilidades, poderia, graças única e exclusivamente aos
seus méritos, atingir altos desempenhos cognitivos.
II. A preocupação com as diferenças individuais e seus
determinantes, com a detecção científica dos normais e
anormais, dos aptos e dos inaptos, somente poderia ocorrer
no âmbito da ideologia da igualdade de oportunidades como
característica distintiva das sociedades de classes.
III. O principal objetivo da Psicologia Diferencial era medir a
capacidade intelectual dos indivíduos e comprovar sua
determinação ambiental, isto é, mostrar como o meio
interfere no desempenho do organismo.
IV. A Psicologia Diferencial foi a precursora dos testes
psicológicos, focando-se em mensurar processos sensoriais
como discriminação visual, auditiva e cinestésica, e motores
como velocidade de tempo de reação, visando estimar o
nível intelectual do indivíduo.
verifica-se que estão corretas