De acordo com Sant’Anna (IPHAN, 2013) o termo
“Preservação [...] sintetiza o conjunto das práticas / ações
que se ocupam do patrimônio cultural e hierarquicamente
envolve a identificação, proteção, promoção, gestão do patrimônio cultural” que viabilizam a permanência e a vigência
de um bem. Este termo apresentou diferentes concepções
segundo as Cartas Patrimoniais, refletindo-se nas práticas
de preservação entre 1930 e 2010 no Brasil e no mundo.
Avalie os itens abaixo, nos quais estão expressas estas
diferentes concepções nas diferentes décadas.
I - O problema da preservação foi, assim, transferido da
esfera estética para a econômica, mas ressaltando-se
as facilidades de acesso, as belezas naturais e outros
apelos visuais como aspectos importantes da viabilidade da preservação e do próprio reconhecimento
patrimonial. As cartas afirmam também a importância do
papel do Estado como ator fundamental da preservação
e responsável por sua infraestrutura legal e institucional,
numa abordagem que não ressalta ou confere papel
relevante aos demais atores sociais.
II - Enquanto internacionalmente a preservação era concebida como ação de “atribuição de valor a determinados
objetos, constructos, obras da natureza, paisagens,
saberes e práticas, que se submetem a ações concretas
que visam ser perpetuados por meio dos processos
institucionalizados de patrimonialização, no Brasil,
ocorreu a institucionalização da proteção ao “patrimônio
histórico e artístico”, com a implantação das primeiras
medidas de modernização de um sistema, até então,
de comando exclusivamente federal. A preservação era
referida como “coisa tombada”.
III - Nesta década ocorreu a consolidação da ideia de
diversidade cultural como principal referência para a
formulação de políticas de preservação, devendo-se
considerar a cultura específica e os sujeitos que os
produzem. No Brasil ocorreu a perda de credibilidade e
de grande fragilidade institucional do organismo federal
de preservação, um processo que começa a ser revertido com a efetiva execução do Programa Monumenta.
IV - Internacionalmente, a preservação buscou a normatização, a restauração e a conservação de conjuntos
urbanos e o lançamento das bases de sua preservação
como objetos patrimoniais específicos. No Brasil ocorreu a implementação, o auge e a desestruturação de
um sistema de âmbito nacional.
V - A cena preservacionista mundial foi, sem dúvida,
dominada pelos processos e práticas de apropriação
econômica de áreas históricas e pelos discursos que
tentam associar as dimensões material e imaterial do
patrimônio cultural nesses processos em todas as demais vertentes.
De cima para baixo, a opção que organiza em ordem
cronológica estas diferentes concepções nas diferentes
décadas é: