Júnia Sales Pereira (2014, in: MAGALHÃES et al., 2014,
p. 188), ao defender “a obrigatoriedade de abordagem
de temáticas silenciadas nos currículos escolares –
como a história africana, afro-brasileira e indígena e a
educação étnico-racial”, o faz considerando que, entre
outras razões
A as lendas e histórias da tradição oral africana
devem substituir as de origem europeia porque
se aproximam mais da realidade brasileira do
que os contos de fadas, uma vez que há maior
similaridade geográfica do Brasil com a África do
que com a Europa.
B a escola pública de nível básico, que atende
à maioria dos estudantes pobres brasileiros,
frequentada majoritariamente por estudante
afrodescendentes, deve mostrar que esses
estudantes têm um lugar na história, para manter
seu interesse no estudo da disciplina.
C o silenciamento da história de populações
afrodescendentes nos currículos escolares
contribui para a manutenção do racismo e de
estereotipias que marcam a escolarização
brasileira, com efeitos perversos sobre os
estudantes, sobretudo os negros.
D os professores se recusam a trabalhar
conteúdos relativos à história da África e afro-brasileira, apesar da lei, por não apresentarem
formação suficiente, dado que tais conteúdos
não são contemplados em sua formação.