A avaliação, segundo Cláudia de Oliveira Fernandes e Luiz Carlos de Freitas, é uma das atividades do processo pedagógico e deve ocorrer em consonância com os princípios de aprendizagem adotados e com a função que a educação escolar tenha na sociedade. A avaliação é uma atividade que envolve legitimidade técnica e política. Tradicionalmente, as experiências brasileiras em avaliação do desempenho escolar são marcadas por uma concepção que
A classifica as aprendizagens em certas ou erradas e, dessa forma, termina por separar aqueles estudantes que aprenderam os conteúdos programados para a série em que se encontram daqueles que não aprenderam. Essa perspectiva de avaliação classificatória e seletiva, muitas vezes, torna- se um fator de exclusão escolar.
B inclui, promove crescimento, desenvolve possibilidades para que os sujeitos realizem aprendizagens vida afora; socializa experiências, perpetua e constrói cultura. O papel da avaliação não é o de classificar e selecionar os estudantes, mas sim o de auxiliar professores e estudantes a compreenderem, de forma mais organizada, seus processos de ensinar e aprender.
C está fundamentada por princípios, a saber: avaliação a serviço da ação, ou seja, avaliação que prevê a melhoria da aprendizagem e do ensino; avaliação como projeto de futuro. O professor interpreta a prova não para saber o que o aluno não sabe, mas para pensar em quais estratégias pedagógicas ele deverá desenvolver para atender esse aluno; avaliação para o reconhecimento do aluno.
D tem a marca da lógica da inclusão, do diálogo, da construção da autonomia, da mediação, da participação, da construção da responsabilidade com o coletivo. Essa concepção de avaliação parte do princípio de que todas as pessoas são capazes de aprender e de que as ações educativas, as estratégias de ensino, os conteúdos das disciplinas devem ser planejados a partir dessas infinitas possibilidades de aprender dos estudantes.
E não a concebe como algo distinto do processo de aprendizagem. Os estudantes aprendem de variadas formas, em tempos nem sempre tão homogêneos, a partir de diferentes vivências pessoais e experiências anteriores.