Um paciente com 80 anos de idade foi levado por
familiares para atendimento em uma UPA, pois se apresentava
em estado de confusão mental logo após acordar pela manhã.
Não foi possível obter do paciente informações sobre seu estado
clínico, embora respondesse a perguntas simples, mas seus
acompanhantes informaram que ele tinha o diagnóstico de
hipertensão arterial, controlada com hidroclorotiazida. O exame
físico mostrava frequência cardíaca de 120 bpm, pressão arterial
em 130 mmHg x 90 mmHg, frequência respiratória de 20 irpm,
temperatura de 36,3 °C e saturação de oxigênio de 96%. A pele
apresentava-se com turgor e elasticidade diminuídas e com as
mucosas ressecadas; as pupilas estavam isocóricas e
fotorreagentes. Ausculta cardíaca e respiratória sem sopros ou
crepitações; abdome normotenso, com ruídos hidroaéreos
normais e sem áreas de hiperestesia. Pulsos simétricos e normais;
exame neurológico sem sinais meníngeos, com força motora
preservada.