Lemov (2023) conta em sua obra sobre a experiência de
construção de um foguete de sua filha na aula de ciências:
“Um dia, ela anunciou com grande entusiasmo que sua
turma iria construir e pilotar foguetes em sala de aula no
final daquela semana. ‘Ótimo’, eu disse, ‘você está estudando resistência do ar? Ou aerodinâmica?’. Isso soou
supernerd, então reformulei: ‘Sabe, o tipo de coisa que
pode fazer um foguete voar melhor’.
‘Eu não tenho certeza’, ela disse, ‘Nós ainda não fizemos.
Acho que é a introdução de um novo conteúdo’.
Alguns dias depois, perguntei a ela como foi a aula de
foguetes. ‘Ótimo’, disse ela. Eles tinham feito os foguetes de papel e feito o lançamento no campo de trás da
escola. ‘Nossa equipe venceu!’, ela me disse sem fôlego
– significando que o foguete de seu grupo ficou no ar por
mais tempo. ‘Muito legal’, eu disse, ‘O que fez seu foguete funcionar tão bem?’, perguntei.
‘Eu não tenho certeza’, disse ela. ‘Acho que talvez as
asas do nosso foguete. Elas pareciam diferentes das
outras’. ‘Ah’, eu disse. Por que eram diferentes?
Silêncio.
Que as asas do foguete da equipe dela foram as melhores era só um palpite (o que foi divertido e memorável),
mas não tão educativo”.
Para o autor, essa experiência teve sua dimensão educativa limitada, porque o valor do aprendizado prático