Marilda Iamamoto, em sua obra “Serviço Social em Tempo de Capital Fetiche” (2011), reafirma a tese de que o Serviço
Social é uma das especializações do trabalho, parte da divisão social e técnica do trabalho. Nessa condição, o estatuto
de trabalhador assalariado evidencia contradições no cotidiano profissional. Considerando essa afirmação, assinale a
alternativa correta
A As dimensões teórico-metodológica, técnico-operativa e ético-política da formação do assistente social viabilizam a autonomia
e direção política do fazer profissional, possibilitando transformações nas condições de vida dos usuários – situação definida
pela autora como messianismo-voluntarista .
B O que determina o cotidiano das ações profissionais são as condições e relações sociais que circunscrevem esse trabalho,
restando nulo o potencial da categoria para as transformações intencionadas no projeto ético-político, fenômeno denominado
fatalismo .
C A mercantilização do trabalho do assistente social, responsável pelo processo de alienação política da categoria, inviabiliza o
exercício da autonomia técnico-profissional e, por conseguinte, o subordina ao atendimento dos interesses dos empregadores
D O Serviço Social, por sua condição de profissão liberal, assegura a autonomia técnica necessária ao confronto dos objetivos
das instituições empregadoras, quando eles forem divergentes dos princípios do projeto ético-político da categoria.
E O trabalho do assistente social é impregnado pela sociabilidade capitalista, evidenciando sua funcionalidade e, ao mesmo
tempo, demonstrando potencial para impulsionar a luta por direitos e pela democracia em todas as esferas da vida social.