JCS masculino, 20 anos, relata obstipação, associado a tenesmo e hematoquezia há um mês. O quadro
se intensificou no final desse mês, com surgimento de
dor anal que persistia após a evacuação. Um ano depois,
recebeu o diagnóstico de tres fissuras anais e foi tratado com AINES, analgésicos e pomada anestésica. Com
a falha do tratamento e perda ponderal de 22kg, foi submetido a uma fissurectomia após 3 meses. Não houve
melhora do quadro, e cursando com dor abdominal em
cólica de forte intensidade, seguida de diarreia sanguinolenta, inapetência e aftas orais. Suspeitou-se de DII e a
colonoscopia apresentou padrão macroscópico compatível com DII, com anatomopatológico inconclusivo. Após
revisões das lâminas, foram observados granulomas e o
diagnóstico foi concluído.
Assinalar V (verdadeiro) e F (falso) para as afirmativas abaixo sobre a doença do paciente:
( ) A doença é classificada em 3 padrões principais:
(1) primariamente inflamatória, que depois de vários anos costuma evoluir para (2) primariamente
estenótica ou obstrutiva ou (3) primariamente penetrante ou fistulizante.
( ) A doença começa no reto e pode estender-se proximalmente de uma forma contígua sem manchas
intervenientes do intestino normal.
( ) A doença tipicamente afeta o íleo e/ou colo, mas
poupa o reto (o qual é invariavelmente afetado na
colite ulcerativa).
( ) Áreas intermitentes do intestino enfermo são bem
demarcadas a partir do intestino normal adjacente (chamadas áreas poupadas).
( ) Tratar a doença leve a moderada com 5-AAS por
via retal e, para a doença proximal, por via oral.
( ) Os sintomas envolvem principalmente diarreia e
dor abdominal episódica; o sangramento gastrintestinal é raro.
( ) As complicações incluem abscessos abdominais e
fístulas enterocutâneas.
( ) Tratar doença leve a moderada com ácido 5-aminossalicílico e/ou antibióticos (p. ex., metronidazol, ciprofloxacino, rifaximina).
( ) Tratar a doença grave com corticoides e, às vezes,
imunomoduladores (p. ex., azatioprina) ou agentes anti-FNT (p. ex., infliximabe, vedolizumabe,
ustekinumabe).
( ) Tratar a doença fulminante com altas doses de
corticoides IV ou ciclosporina e antibióticos (p.
ex., metronidazol, ciprofloxacino) ou infliximabe;
pode ser necessária uma colectomia.