As creches têm uma responsabilidade para com o desenvolvimento e com a aprendizagem, o que implica pensar sobre “o que fazer com
as crianças, principalmente as bem pequenas?”. Com esta provocação apresentada por Luciana Ostetto (2000, p. 175), no livro
Encantos e encantamentos da Educação Infantil, coloca-se em questão pensar sobre possibilidades e especificidade de planejamento e
rotinas na creche.
Fonte: OSTETTO, Luciana Esmeralda. Encantos e encantamentos da educação infantil. Campinas: Papirus: Cortez, 2000.
Sobre este tema, considere as seguintes assertivas.
I- O planejamento por listagem de atividades é visto como rudimentar e pouco recomendado, porque o encaminhamento do
trabalho acontece a partir de uma lista de atividades consideradas pedagógicas (como jogos de quebra-cabeça, audição de
histórias, música com gestos, por exemplo) e distribuídas pelos dias da semana, “preenchendo” o tempo entre os momentos da
rotina de cuidado.
II- Recomenda-se que o planejamento pedagógico ideal para o trabalho educativo com bebês seja direcionado por atividades
propostas a partir de datas comemorativas, porque também envolve as famílias em temas/interesses do contexto social.
III- Planejar o trabalho educativo na creche implica integrar cuidar, brincar e educar em situações significativas, pensadas a partir da
escuta dos interesses, curiosidades e demandas das crianças e do contexto que vivenciam.
IV- O planejamento por temas geradores pode parecer um avanço; porém, corre-se o risco de recair na listagem de atividades
repetidas, com temas ditos “escolares” que nem figuram no interesse das crianças bem pequenas, deixando de favorecer a
aprendizagem.
V- O planejamento para a creche deve ser organizado em um modelo único de documentação, que direcione a ação pedagógica de
forma a ser reproduzida por qualquer docente que atenda ao mesmo grupo etário de crianças.
É CORRETO o que se afirma apenas em: