O diagnóstico psicopedagógico é um instrumento que investiga os elementos que se interpõem no processo de aprendizagem
do sujeito, o qual podemos pensar como um sujeito aprendente que não está fixo num espaço e lugar. Ele está aqui, está lá, ou
seja, encontra-se num espaço atemporal, dimensional e existencial, permeado de suposições sobre o eu orgânico, o eu emocional, o eu mental, o eu psíquico. Impressões que são mediatizadas pelo outro – a família, a escola, a religião, o estado – e
transformadas em mitos, meias-verdades refletidas nos espelhos das verdades do outro, espaços do eu que por vezes são
intangíveis, mas que de alguma forma são organizados pelas estruturas cognitivas.
(Carvalho, 2007.)
O transtorno de aprendizagem é uma perturbação no processo de aprendizagem, não permitindo ao indivíduo aproveitar as
suas possibilidades para perceber, compreender, reter na memória e utilizar posteriormente as informações obtidas. Num
enfoque psicopedagógico, encaramos os transtornos de aprendizagem como um sintoma, um sinal de descompensação, no
sentido de que não são permanentes, sendo passíveis de transformação.
(Sampaio, 2003.)
Considerando o papel inicial do psicopedagogo frente às dificuldades de aprendizagem ao fazer uma análise da situação para
poder diagnosticar os problemas e suas causas, NÃO se trata de uma ação diagnóstica do psicopedagogo, quando