Na frase extraída do texto, “somos queridos apenas nos nossos bons ...
🏢 FUNDATEC🎯 Prefeitura de Campo Bom - RS📚 Língua Portuguesa
#Análise Textual#Sintaxe#Concordância Verbal e Nominal
Esta questão foi aplicada no ano de 2019 pela banca FUNDATEC no concurso para Prefeitura de Campo Bom - RS. A questão aborda conhecimentos da disciplina de Língua Portuguesa, especificamente sobre Análise Textual, Sintaxe, Concordância Verbal e Nominal.
Esta é uma questão de múltipla escolha com 5 alternativas. Teste seus conhecimentos e selecione a resposta correta.
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.
A era da indiferença
Quão valiosos somos para as outras pessoas? Não digo qualquer pessoa, mas para aquelas
que dizem se importar conosco. Quão importantes de fato somos para elas? Tenho me pegado
pensando constantemente nisso e por mais que você tenha uma visão esperançosa em relação
ao homem, parece-me que realmente vivemos na era da indiferença.
A vida contemporânea exige muito de nós, isso é algo sabido por todos. No entanto, isso
não justifica o modo como agimos uns com os outros. As relações são meramente questões de
conveniência, é uma troca de fardos no mercado da personalidade, de tal maneira que apenas
me aproximo de determinada pessoa e mantenho uma relação com ela se houver algo dela que
possa usar. Ou seja, as relações humanas seguem lógicas comerciais e, assim, todos nos
tornamos mercadorias.
Obviamente, não estou querendo dizer que devemos nos submeter a relações degradantes,
que apenas usurpam nossas forças ou que não devemos esperar reciprocidade ao se envolver
com alguém. Mas, ao implementarmos uma lógica comercial às relações humanas, deixamos
__ considerar totalmente as nuances e complexidades que formam o ser humano.
Isto é, ninguém está bem o tempo inteiro, tampouco possui uma constante na vida. Todos
nós temos nossos dias ruins, passamos por problemas e atravessamos os nossos períodos de
crise, de modo que, ao doutrinar as relações humanas à cartilha comercial, os pontos baixos da
vida de um indivíduo são desconsiderados, o que implica automaticamente a descartabilidade
daqueles que sucumbem às suas fraquezas.
Sendo assim, somos tão somente importantes e amados na medida em que temos um
sorriso no rosto, uma história engraçada para contar e somos úteis de algum modo. Em outras
palavras, somos queridos apenas nos nossos bons momentos, quando estamos no auge e tudo
parece dar certo. Entretanto, como disse, a vida não é uma constante, de maneira que
inevitavelmente passaremos por momentos ruins, em que tudo dá errado e nós perdemos a
esperança.
Nesses instantes, percebemos as fragilidades dos laços humanos e a nossa indiferença, a
nossa incapacidade de se colocar no lugar do outro e buscar entender o porquê do sofrimento,
da angústia, da insônia, do medo e da lágrima oculta no olhar, porque quando uma relação é
construída com laços fortes, lutamos contra o egoísmo para poder sentir a dor que aflige e
esmaga o peito de quem sofre. Quando uma relação é mais do que uma ação na bolsa de
valores do amor líquido, temos empatia e esta não é ver uma pessoa triste e fazer coisas para
que ela finja estar feliz. É ver uma pessoa triste e ser capaz de ajudá-la a chorar.
Os nossos tempos estão carentes de pessoas corajosas o bastante para abraçar alguém e
dizer que o ama enquanto as lágrimas se precipitam e anunciam uma torrente de dor em
forma de choro intercalada com soluços. Por outro lado, o mundo está repleto de pessoas que
abraçam e riem junto com você, mas, tão somente enquanto você também estiver com um
sorriso no rosto. Pessoas que descartam as outras com imensa facilidade quando outras
pessoas acenam com possibilidades melhores e sorrisos mais audaciozos. Tudo isso é uma
pena, porque, no fim das contas, todos nós precisamos de alguém que nos ajude a chorar, já
que só lágrimas de compaixão podem limpar a alma da indiferença.
Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em https://www.contioutra.com/era-daindiferenca/. Acesso em 14 mar. 2019.
Na frase extraída do texto, “somos queridos apenas nos nossos bons momentos, quando estamos no auge e tudo parece dar certo”, caso o verbo ‘ser’ fosse flexionado no singular (sou), quantas outras palavras precisariam ter a grafia modificada para manter a correta concordância verbo-nominal?