“Em Genebra, a porta-voz do Escritório de Direitos
Humanos, Ravina Shamdasani, ainda destacou as ‘noites
aterrorizantes e sem sono que as pessoas passam ao ar livre,
enquanto os ataques aéreos continuam’. Segundo ela, o uso
por Israel de armas explosivas com efeitos em áreas
extensas densamente povoadas causou grandes danos à
infraestrutura civil e perda de vidas civis e podem configurar
uma violação do direito internacional humanitário. A
representante da ONU ainda ressaltou que as pessoas são
forçadas a se abrigar em condições cada vez mais precárias;
superlotadas, com saneamento deficiente e água potável
insegura, trazendo o espectro de um surto de doenças. [...]
Ravina Shamdasani destacou que a punição coletiva é um
crime de guerra. A punição coletiva de Israel contra toda a
população de Gaza deve cessar imediatamente. O uso de
linguagem desumanizante contra os palestinos também
deve ser interrompido.”
(ONU News. Moradores de Gaza estão encurralados com
bombardeios nas rotas de evacuação. Disponível em:
https://news.un.org/pt/story/2023/10/1822532. Adaptado.)
Na passagem acima, está pressuposta uma concepção
filosófica moderna da universalização da condição humana.
Quanto à guerra, essa concepção se expressa da seguinte
forma: