Coreia do Sul consegue reciclar 97% dos resíduos
alimentares
O sistema de reciclagem de resíduos alimentares
sul-coreano é resultado de um trabalho de décadas. Em
1996, o país reciclava apenas 2,6% dos seus resíduos
alimentares, mas isso começou a mudar com a
transformação econômica iniciada nos anos 1980.
"A década de 1980 foi um período fundamental para o
desenvolvimento econômico da Coreia do Sul", explica o
professor Jae-Cheol Jang do Instituto de Agricultura da
Universidade Nacional de Gyeongsang.
Com a industrialização e a urbanização, também
surgiram problemas sociais, e um deles foi o manejo de
resíduos.
A Coreia do Sul tem mais de cinquenta milhões de
habitantes e uma densidade populacional alta, sendo
mais de quinhentas pessoas por quilômetro quadrado.
No Peru, por exemplo, a densidade não chega a 30
habitantes por quilômetro quadrado.
Com as mudanças econômicas, cresceu também o
número de aterros sanitários, alguns próximos a áreas
residenciais, o que gerou muitos protestos.
Quando se decompõem, os resíduos liberam metano, um
gás de efeito estufa muito mais potente que o dióxido de
carbono.
Pressionados pelos cidadãos, o governo buscou uma
solução para o problema dos aterros.
Em 1995, foi aprovado um sistema que cobrava por
volume de resíduo gerado, sem separar restos de alimentos de lixos em geral.
Em 2005, o descarte de restos de comida em aterros foi
proibido por lei.
E em 2013 foi implementado o atual
sistema de cobrança por peso dos restos de comida.
O sistema continua evoluindo à medida que a tecnologia
avança, mas se baseia em um princípio básico: você tem
que pagar cada vez que joga fora seus restos de comida.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/c99p3xvy7veo.adaptado.