Nos anos 1940, a Cerâmica São Caetano, que fabricava azulejos no ABC paulista, costumava enterrar
os cacos vermelhos danificados. Funcionários, então, pediram permissão para usar o material descartado em
seus quintais. As peças nessa cor, mais baratas, eram misturadas com pedaços amarelos e pretos, mais caros.
O estilo agradou vizinhos, a moda pegou e ganhou o país. Ficou tão popular que a empresa passou a
desenterrar os caquinhos do buracão da cerâmica, onde hoje é um parque, para fazer propaganda.
Essa história era pouco conhecida e não havia documentos que comprovassem o pioneirismo de São
Caetano do Sul nesse modelo de piso. Até agora.
Esse resgate histórico foi possível após a cidade participar do Cria SP, programa inédito da Secretaria
de Cultura e Economia Criativa do governo de São Paulo, que incentiva municípios a descobrirem suas
vocações para potencializar áreas como a cultura e o turismo e, assim, estimular uma economia mais criativa.
CAVALCANTI, Tatiana. Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/>. Acesso em 27 dez. 2022. (Fragmento)
De acordo com o texto, as expressões destacadas