Ícone Questionei
QuestõesDisciplinasBancasDashboardSimuladosCadernoRaio-X
Logo Questionei

Links Úteis

  • Início
  • Questões
  • Disciplinas
  • Simulados

Legal

  • Termos de Uso
  • Termos de Adesão
  • Política de Privacidade

Disciplinas

  • Matemática
  • Informática
  • Português
  • Raciocínio Lógico
  • Direito Administrativo

Bancas

  • FGV
  • CESPE
  • VUNESP
  • FCC
  • CESGRANRIO

© 2026 Questionei. Todos os direitos reservados.

Feito com ❤️ para educação

/
/
/
/
/
/
  1. Início/
  2. Questões/
  3. Língua Portuguesa/
  4. Questão 457941201696435

Como a estrela que só brilha de noite, vive Iracema em sua tristeza. Esse período expressa circunstância de

1

457941201696435
Ano: 2018Banca: CETREDEOrganização: Prefeitura de Quixeré - CEDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Análise Sintática | Sintaxe
Texto associado

                                     Iracema

                                                                                                 José de Alencar


      Iracema cantava docemente, embalando a rede para acalentar o filho.

      A areia da praia crepitou sob o pé forte e rijo do guerreiro tabajara, que vinha das bordas do mar depois da abundante pesca.

      A jovem mãe cruzou as franjas da rede, para que as moscas não inquietassem o filho acalentado, e foi ao encontro do irmão:

      - Caubi vai tornar às montanhas dos tabajaras! disse ela com brandura. O guerreiro anuviou-se:

      - Tu despedes teu irmão da cabana para que ele não veja a tristeza que a enche.

      - Araquém teve muitos filhos em sua mocidade; uns a guerra levou e morreram como valentes; outros escolheram uma esposa e geraram por sua vez numerosa prole; filhos de sua velhice, Araquém só teve dois. Iracema é a rola que o caçador tirou do ninho. Só resta o guerreiro Caubi ao velho Pajé, para suster seu corpo vergado e guiar seu passo trêmulo.

      - Caubi partirá quando a sombra deixar o rosto de Iracema. - Como a estrela que só brilha de noite, vive Iracema em sua tristeza. Só os olhos do esposo podem apagar a sombra em seu rosto. Parte, para que eles não se turvem com tua vista.

      - Teu irmão parte para te fazer a vontade; mas ele voltará todas as vezes que o cajueiro florescer para sentir em seu coração o filho de teu ventre.

      Entrou na cabana. Iracema tirou da rede a criança, e ambos, mãe e filho, palpitaram sobre o peito do guerreiro tabajara. Depois Caubi passou a porta e sumiu-se entre as árvores.

      Iracema, arrastando o passo trêmulo, o acompanhou de longe até que o perdeu de vista na orla da mata. Aí parou, quando o grito de jandaia, de envolta com o choro infantil, a chamou à cabana, a areia fria, onde esteve sentada, guardou o segredo do pranto que embebera.

      A jovem mãe suspendeu o filho à teta; mas a boca infantil não emudeceu. O leite escasso não apojava o peito.

      O sangue da infeliz diluía-se todo nas lágrimas incessantes que não lhe estancavam nos olhos; pouco chegava aos seios, onde se forma o primeiro licor da vida.

      Ela dissolveu a alva carimã e preparou ao fogo o mingau para nutrir o filho. Quando o sol dourou a crista dos montes, partiu para a mata, levando ao colo a criança adormecida.

      Na espessura do bosque estava o leito da irara ausente; os tenros cachorrinhos grunhem enrolando-se uns sobre os outros. A formosa tabajara aproxima-se de manso.

      Prepara para o filho um berço da macia rama do maracujá e senta-se perto.

      Põe no regaço um por um os filhos da irara e lhes abandona os seios mimosos, cuja teta rubra como a pitanga ungia do mel da abelha. Os cachorrinhos famintos sugam os peitos avaros de leite.

      Iracema curte dor, como nunca sentiu; parece que lhe exaurem a vida; mas os seios vão-se intumescendo; apojaram afinal, e o leite, ainda rubro do sangue de que se formou, esguicha.

      A feliz mãe arroja de si os cachorrinhos, e, cheia de júbilo, mata a fome ao filho. Ele é agora duas vezes filho de sua dor, nascido dela e também nutrido.

      A filha de Araquém sentiu afinal que suas veias se estancavam; e, contudo, o lábio amargo de tristeza recusava o alimento que devia restaurar-lhe as forças.

      O gemido e o suspiro tinham crestado o sorriso e o sabor em sua boca formosa.

Como a estrela que só brilha de noite, vive Iracema em sua tristeza. Esse período expressa circunstância de
Gabarito comentado
Anotações
Marcar para revisão
Reportar erro

Questões relacionadas para praticar

Questão 457941200014309Língua Portuguesa

A dor de que fala o soneto está descrita nos versos

#Análise Textual#Compreensão e Interpretação Textual
Questão 457941200112996Língua Portuguesa

A finalidade do TEXTO é

#Análise Textual
Questão 457941200166429Língua Portuguesa

Numere a Coluna B pela Coluna A, considerando a classificação gramatical das palavras sublinhadas da Coluna B retiradas do texto.COLUNA AI. Pronome ap...

#Morfologia dos Pronomes
Questão 457941200389488Língua Portuguesa

Assinale a opção que corresponde ao período com melhor pontuação.

#Emprego dos Dois-Pontos#Pontuação#Emprego da Vírgula#Emprego do Ponto, Exclamação e Interrogação
Questão 457941200568887Língua Portuguesa

Marque a opção que encerra ideia de adversidade.

#Compreensão e Interpretação Textual#Análise Sintática#Análise Textual#Sintaxe
Questão 457941200635043Língua Portuguesa

Marque a alternativa que corresponde à escrita CORRETA do numeral.

#Numerais#Morfologia
Questão 457941201110459Língua Portuguesa

marque a opção em que o plural dos substantivos compostos: pôr do sol, segunda-feira, arco-íris e beija-flor estão escritos corretamente.

#Morfologia Verbal#Substantivos#Flexão de Número Verbal#Morfologia
Questão 457941201183145Língua Portuguesa

Quando o autor fala da madrugada, percebe-se aí que há uma

#Compreensão e Interpretação Textual#Recursos Estilísticos#Análise Textual
Questão 457941201259124Língua Portuguesa

A regência verbal está INCORRETA em

#Regência Verbal e Nominal#Sintaxe
Questão 457941201625062Língua Portuguesa

A hostilidade da vida em relação ao poeta está expressa no verso

#Análise Textual

Continue estudando

Mais questões de Língua PortuguesaQuestões sobre Análise SintáticaQuestões do CETREDE