Toda a materialidade da produção de conhecimento e da educação
dos Karajá vem da natureza e do respeito pelas riquezas que ela
oferece. “Devíamos admitir a natureza como uma imensa multidão
de formas, incluindo cada pedaço de nós, que somos parte de tudo”
(Krenak).
Quem pensa assim não desmata, não polui rios, não desrespeita os
animais, as aves, as árvores, as serras etc. A partir desta
percepção, a natureza é vista não de modo fragmentado,
distanciado, mas numa teia de “conexões ocultas entre os
fenômenos”.
PIMENTEL DA SILVA, M. S. Fundamentos e práticas de alfabetização de crianças pelos
conhecimentos indígenas. 1ª ed. Campinas, SP: Pontes Editores, 2021. (Adaptado).
Segundo o texto, o povo Karajá