Adolescente feminina, 15 anos, é trazida à avaliação psiquiátrica pela mãe após descoberta de
múltiplas lesões autoinfligidas em antebraços e coxas. Apresenta histórico de três meses de isolamento social, queda no desempenho escolar e episódios de intoxicação alcoólica. Na entrevista
inicial, mostra-se hostil à presença materna, mas estabelece boa vinculação com o entrevistador
quando atendida sozinha. Relata sentimentos crônicos de vazio, medo intenso de abandono e
histórico de relacionamentos interpessoais instáveis. Nega ideação suicida estruturada atual, mas
admite pensamentos recorrentes de morte. Faz uso de cannabis nos finais de semana e experimentou cocaína recentemente.
Considerando a complexidade do quadro clínico e a fase do desenvolvimento, a conduta inicial
mais apropriada para esse caso é