Após o início das atividades do Projeto Defensoria em Ação nos
Quilombos, um grupo formado por pessoas residentes em Magé
e Petrópolis procurou o órgão e relatou que elas vivem nas duas
cidades há décadas e que a grande maioria está em situação de
vulnerabilidade socioeconômica. Afirma pertencimento delas a
uma comunidade tradicional quilombola, situada nos arredores
rurais de Paraty. Após entrevista com as lideranças, a Defensoria
Pública fez contato com a associação estadual quilombola e
descobriu que, de fato, a comunidade denominada Guiti foi
extinta e seus integrantes se dispersaram ao longo do tempo.
Numa outra frente, em Duque de Caxias, verificou-se que há
centenas de pessoas que se autodeclaram indígenas, vivendo nos
espaços urbanos, totalmente vinculados aos seus ritmos e
modelos sociais.
Por fim, em atendimento organizado pela Ouvidoria da
Defensoria Pública do Estado, foi possível verificar, in loco, um
caso de retorno à terra originária por uma comunidade indígena,
espaço retomado há menos de vinte anos, vivendo sob
incontáveis dificuldades e abandono, em permanente resistência
contra ameaças de nova diáspora.
Sobre o exposto, é correto afirmar que: