Logo
QuestõesDisciplinasBancasDashboardSimuladosCadernoRaio-XBlog
Logo Questionei

Links Úteis

  • Início
  • Questões
  • Disciplinas
  • Simulados

Legal

  • Termos de Uso
  • Termos de Adesão
  • Política de Privacidade

Disciplinas

  • Matemática
  • Informática
  • Português
  • Raciocínio Lógico
  • Direito Administrativo

Bancas

  • FGV
  • CESPE
  • VUNESP
  • FCC
  • CESGRANRIO

© 2026 Questionei. Todos os direitos reservados.

Feito com ❤️ para educação

/
/
/
/
/
/
  1. Início/
  2. Questões/
  3. Língua Portuguesa/
  4. Questão 457941201705922

Mantendo-se a correção gramatical e os sentidos originais do texto,...

📅 2020🏢 Instituto Consulplan🎯 Câmara de Amparo - SP📚 Língua Portuguesa
#Reescrita Textual#Regência Verbal e Nominal#Análise Textual#Sintaxe#Concordância Verbal e Nominal#Estrutura Textual

Esta questão foi aplicada no ano de 2020 pela banca Instituto Consulplan no concurso para Câmara de Amparo - SP. A questão aborda conhecimentos da disciplina de Língua Portuguesa, especificamente sobre Reescrita Textual, Regência Verbal e Nominal, Análise Textual, Sintaxe, Concordância Verbal e Nominal, Estrutura Textual.

Esta é uma questão de múltipla escolha com 4 alternativas. Teste seus conhecimentos e selecione a resposta correta.

1

457941201705922
Ano: 2020Banca: Instituto ConsulplanOrganização: Câmara de Amparo - SPDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Reescrita Textual | Regência Verbal e Nominal | Análise Textual | Sintaxe | Concordância Verbal e Nominal | Estrutura Textual
Texto associado
Texto para responder à questão.

Eu sei, mas não devia

    Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.
    A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não seja as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas logo se acostuma acender mais cedo a luz. E a medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
    A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar café correndo porque está atrasado. A ler jornal no ônibus porque não pode perder tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá pra almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
    A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja número para os mortos. E aceitando os números aceita não acreditar nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.
    A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
    A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. A lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer filas para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas que se cobra.
    A gente se acostuma a andar na rua e a ver cartazes. A abrir as revistas e a ver anúncios. A ligar a televisão e a ver comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
    A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir o passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.
    A gente se acostuma a coisas demais para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai se afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
    A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.
    A gente se acostuma para poupar a vida que aos poucos se gasta e, que gasta, de tanto acostumar, se perde de si mesma.

(COLASANTI, Marina. A casa das palavras e outras crônicas. São Paulo: Ática, 2002.)
Mantendo-se a correção gramatical e os sentidos originais do texto, indique a reescrita possível para o período “E aceitando os números aceita não acreditar nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração”. (4º§)
Gabarito comentado
Anotações
Marcar para revisão

Acelere sua aprovação com o Premium

  • Gabaritos comentados ilimitados
  • Caderno de erros inteligente
  • Raio-X da banca
Conhecer Premium

Questões relacionadas para praticar

Questão 457941200498933Língua Portuguesa

Considerando a norma culta da língua portuguesa, analise as afirmativas a seguir. I. Em “O estudo aponta, ainda, que todo o território brasileiro está...

#Conjunções#Semântica Contextual#Uso de Letras Maiúsculas#Reescrita Textual#Ortografia#Análise Textual#Morfologia#Compreensão e Interpretação Textual
Questão 457941201287491Língua Portuguesa

A estrutura comparativa utilizada no título do texto poderia ser reescrita sem prejuízo de inadequação em relação à semântica e à norma padrão conform...

#Análise Textual#Paralelismo Estrutural#Reescrita Textual
Questão 457941201467445Língua Portuguesa

Em relação ao emprego dos tempos verbais, é possível ao enunciador modalizar seu discurso para que alcance os resultados de sentido desejados. Conside...

#Morfologia Verbal#Flexão de Tempo Verbal#Flexão de Modo Verbal#Flexão de Número Verbal#Flexão de Pessoa Verbal
Questão 457941201591749Língua Portuguesa

Com base na leitura e interpretação da crônica disposta anteriormente, é correto afirmar que ela se estrutura tematicamente a partir de:

#Compreensão e Interpretação Textual#Análise Textual
Questão 457941201701799Língua Portuguesa

Conforme a Novíssima Gramática da Língua Portuguesa de Domingos Paschoal Cegalla, emprega-se o modo subjuntivo do verbo de modo a “exprimir um fato po...

#Morfologia Verbal
Questão 457941201949834Língua Portuguesa

Observe o trecho a seguir: “Vinícius de Moraes contava ter ouvido de uma sua tia-avó, senhora idosa muito boazinha, que um dia ela estava na sala de j...

#Morfologia dos Pronomes

Continue estudando

Mais questões de Língua PortuguesaQuestões sobre Reescrita TextualQuestões do Instituto Consulplan