No que se refere à análise das classes sociais, raça e gênero na perspectiva da interseccionalidade, de acordo com a
discussão realizada por Hirata (2014) em seu artigo intitulado “Gênero, classe e raça: Interseccionalidade e
consubstancialidade das relações sociais”, analise as afirmativas a seguir:
I. A problemática da “interseccionalidade” foi desenvolvida nos países anglo-saxônicos a partir da herança do Black
Feminism, desde o início dos anos de 1990, dentro de um quadro interdisciplinar, por Kimberlé Crenshaw e outras
pesquisadoras inglesas, norte-americanas, canadenses e alemãs.
II. A interseccionalidade remete a uma teoria transdisciplinar que visa apreender a complexidade das identidades e das
desigualdades sociais por intermédio de um enfoque integrado. Ela refuta o enclausuramento e a hierarquização dos
grandes eixos da diferenciação social que são as categorias de sexo/gênero, classe, raça, etnicidade, idade, deficiência
e orientação sexual, conforme Bilge (2009).
III. O ponto essencial da crítica de Kergoat ao conceito de interseccionalidade é que tal categoria não parte das relações
sociais fundamentais (sexo, classe, raça) em toda sua complexidade e dinâmica. Entretanto, há outra crítica que nem
sempre fica explícita: a de que a análise interseccional coloca em jogo, em geral, mais o par gênero-raça, deixando a
dimensão classe social em um plano menos visível.
IV. A teoria da interseccionalidade foi elaborada Danièle Kergoat a partir do final dos anos de 1970, nos Estados Unidos
da América, em termos de articulação entre sexo e classe social, para ser desenvolvida, mais tarde, em termos de
imbricação entre idade, sexo e raça.
V. A interseccionalidade é vista como uma das formas de combater as opressões múltiplas e imbricadas, e, portanto
como um instrumento de luta política. É nesse sentido que Patricia Hill Collins (2014) considera a interseccionalidade
ao mesmo tempo um “projeto de conhecimento” e uma arma política.
Está CORRETO o que se afirma em