Para Fornaziera et al. (2022), deve-se discutir o racismo como constitutivo e
ineliminável da questão social no Brasil, reafirmando a necessidade desse debate no âmbito da
formação e do trabalho profissional de assistentes sociais. Sobre a temática, assinale a alternativa
correta.
A O racismo e o sexismo são nexos estruturantes das desigualdades de classe no Brasil, haja vista
nossa formação sócio-histórica calcada no escravismo colonial, no racismo e no heteropatriarcado.
São as populações socialmente racializadas, em especial os homens, que sofrem diretamente os
rebatimentos de todas essas assimetrias.
B Qualquer análise que se proponha crítica, séria e em uma perspectiva de totalidade histórica pode
ser feita descolada das particularidades sócio-históricas brasileiras.
C O racismo é peça indispensável para o capitalismo, pois é o elemento que une a máquina de
exploração e dominação do capital sobre os corpos racializados e também o sustentáculo de
profundas iniquidades históricas vivenciadas pela maioria da população no país, que é constituída
de negros e negras.
D Compreender criticamente a realidade na qual intervimos como assistentes sociais pressupõe
apreendermos os fundamentos da produção social dessa desigualdade, que assenta raízes no
processo de construção social da noção de raça e, a partir disso, instaurou-se uma divisão social
do trabalho, sendo a estratégia utilizada para dinamizar o processo de acumulação e
desenvolvimento capitalista na Europa.
E Não podemos perder de vista que as desigualdades sociais e de classe, no Brasil, são estruturadas
e mediadas somente pelas desigualdades raciais.