Segundo Schraiber (2012):
“o campo da saúde desenvolveu, com primazia e
acesso preferencial, aos homens, os serviços de saúde
do trabalhador e de urgências/emergências clínico-
cirúrgicas; e às mulheres, os que se voltaram a
disciplinar o corpo sexual, a zelar pelo corpo reprodutivo
e a educar quanto aos cuidados da família,
como os de higiene e atenção pré-natal, os de desenvolvimento
das crianças, como os de puericulturas,
raízes ambos da atenção primária em saúde ou das
unidades básicas do sistema. Assim, mesmo quando
preocupados com cuidados preventivos para os homens,
os profissionais apelam às mulheres e quando
há homens em serviços de atenção primária, parece-lhes
que devem ser atendidos com maior urgência,
pois teriam que voltar ao trabalho, ou estranham que
possam cuidar de seus filhos, que tenham sofrimentos
mentais ou que queiram acompanhar o pré-natal
e partos de suas parceiras.”
Em seu esforço teórico, a autora busca denunciar, na
provisão dos serviços de saúde, as desigualdades de