Aqui age um tipo humano que, em face de sua existência,
não pode experimentar senão uma mistura de fastio, decepção e
compaixão, pois o homem moderno é a representação acabada do
rebanho anônimo e uniforme. Nossa sociedade de massas é a
comunidade universal dos “últimos homens”: os satisfeitos
filisteus utilitaristas, para quem a vida se limita à repetição
incessante da monótona rotina dos deveres, a felicidade se
identifica com o bem-estar, segurança e conforto; eficácia,
conformismo, obediência e adestramento valem como virtudes
capitais.
Oswaldo Giacóia Júnior. Para a genealogia da moral / Nietzsche.