O desfile das Escolas de Samba de 2025 foi
histórico, já que foi a primeira vez que o Grupo
Especial do Rio de Janeiro se dividiu em três noites
de desfiles. Até 1983, as apresentações eram
realizadas apenas no domingo, e entre 1984 e 2024,
o desfile também acontecia na segunda-feira. Esse
ano, o Carnaval mais conhecido no Brasil e no
Mundo trouxe em muitos de seus sambas enredos,
através das escolas de samba, uma temática de um
povo que, para ser estudado nas escolas, tiveram
que “promulgar” uma lei, a lei nº 10.639/2003 que
estabelece nas diretrizes e bases da educação
nacional, para incluir no currículo oficial da Rede de
Ensino a obrigatoriedade da temática "História e
Cultura Afro-Brasileira". Assim, sobre as temáticas
da História Nacional, do Carnaval, da Cultura Afro-Brasileira e suas relações com outros continentes
analisemos os itens abaixo:
I. No Governo de Lula, em 09 de janeiro de 2003,
este faz alterações na Lei nº 9.394, de 20 de
dezembro de 1996, e nela consta a inclusão da
obrigatoriedade da temática da História e Cultura
Afro-Brasileira, fora isso, no calendário escolar e
brasileiro trouxe um dia que passou a ser
emblemático para criarmos consciência sobre nossas
origens históricas, esse dia é o 20 de novembro
como ‘Dia Nacional da Consciência Negra’.
II. “Transbordo a revolta dos mais oprimidos, Eu sou
caboclo da mata do catucá, Eu sou pavor contra
tirania, Das matas, o encantado, Cachimbo já foi
facão amolado, Salve malungueiro, juremá” – Esse
foi um trecho do samba enredo da escola de samba
Unidos do Viradouro, que fora em 2024 a campeã do
desfile de carnaval do Rio de Janeiro, buscou seu
quarto título em 2025 com o enredo “Malunguinho:
O Mensageiro de Três Mundos”, que retrata a
entidade afro-indígena em suas manifestações como
Caboclo, Mestre e Exu/Trunqueiro. Sob a assinatura
de Tarcísio Zanon, o desfile retorna ao século XIX,
em Pernambuco, para narrar a resistência do
quilombo do Catucá e a luta de seu último líder, João
Batista, o Malunguinho. Vimos que em 2025, mais
de uma das escolas de samba apresentaram em seus
sambas enredos uma característica expressiva sobre
a história afro-indígena brasileira, destacando o seu
valor na História do Brasil.
III. Os tais “limões de cheiro”, símbolo máximo do
entrudo, era uma bola de cera ou bexiga animal
recheada com uma mistura de água, perfume e, em
muitos casos, líquidos menos inocentes, como urina.
Apesar da violência, o entrudo fazia parte do
calendário festivo anual e tinha muitos adeptos e
simpatizantes, inclusive na Corte. Outra herança
carnavalesca portuguesa, essa bem mais tranquila,
foi o zé-pereira, em que tocadores de bumbos
enormes acompanhavam as procissões na região do
Minho, em Portugal, os chamados zé-pereiras se
espalharam pelo Rio de Janeiro no século 20, assim
como em Teresina, no Piauí, que em 2012 o Corso
do Zé Pereira entrou para o Livro dos Recordes
(Guinness World Records Book) como o maior
Desfile de Carros Alegóricos.
IV. Com base nesses discursos podemos afirmar que
a religião, a cultura e a raça estiveram presentes na
temática Carnaval e a relação entre igreja e os
folguedos foram de altos e baixos, visto que durante
a Idade Média, “Ao criar a Quaresma, a Igreja
Católica instituiu o carnaval” muitos papas foram
inimigos da “festa da carne”, mas, no século 15, o
papa Paulo II se mostrou mais tolerante ao autorizar
a Via Lata, área diante do seu palácio em Roma, para
a celebração do carnaval romano, com desfiles, corridas, danças, brincadeiras. “O carnaval no Rio é o
acontecimento religioso da raça.” Logo no primeiro
parágrafo de seu Manifesto da Poesia Pau-Brasil, um
dos mais importantes textos da literatura brasileira,
o escritor Oswald de Andrade exalta a importância
da festa mais popular do país, que contagia grande
parte da população com uma explosão de alegria e
transporta a cultura brasileira a todas as partes do
mundo.
Está correto o que se afirma apenas em: