Os primatas não humanos são reservatórios naturais
de várias doenças zoonóticas. Eles podem abrigar ou
serem suscetíveis a agentes infecciosos capazes de causar doenças nos seres humanos, portanto representam
riscos biológicos. Sérios danos à saúde podem ocorrer aos
funcionários de um biotério de primatas, dependendo da
sensibilidade individual dessas pessoas. Isso se acentua,
quanto maior for a exposição aos animais, dejetos, urina,
fezes e secreções. Portanto, um controle sanitário rigoroso
deve ser implementado nas criações de primatas não humanos visando impedir ou minimizar tais efeitos. Diante
disso, analise as sentenças abaixo.
I. Um determinado agente infeccioso pode ser eliminado
por via natural ou artificial. Exemplos de eliminação
natural são as excreções do agente pela urina, saliva e
fezes ou por meio de lesões na pele. Entre os exemplos
de mecanismos de escape artificial, podemos destacar:
biópsia, coleta de sangue, tecidos e fluidos corpóreos,
necropsia e instrumental cirúrgico contaminado. Assim,
quando um patógeno estiver sendo usado em ambientes de experimentação, deve-se assegurar que todas
as providências requeridas e necessidades especiais
de entrada sejam efetivadas ou estejam disponíveis,
tais como vacinação e EPI.
II. As pessoas que trabalham em um biotério de primatas
sempre devem receber imunização apropriada quando
uma vacina estiver disponível. Outra questão sanitária
importante é que devem ser realizadas avaliações
sorológicas periódicas dessas pessoas. Exames
coproparasitológicos periódicos são fundamentais para
monitorar possíveis riscos de infecção entre animais e
tratadores.
III. Em um biotério de primatas não humanos, todos os
funcionários da instituição (que manejem ou não animais) devem receber treinamento apropriado em riscos
associados ao trabalho. Aprender sobre as precauções
para prevenir exposições aos riscos são fundamentos
necessários a todos os trabalhadores, visando salvaguardar o controle sanitário institucional. Anualmente,
todos devem reforçar do treinamento ou receber treino
adicional, sempre que houver mudanças de procedimentos técnicos e operacionais.
IV. Preocupação sanitária adicional deve ser observada
com materiais e utensílios contaminados (agulhas,
seringas, lâminas, pipetas, tubos capilares). As agulhas,
seringas ou outros utensílios perfurocortantes devem
ser restritos às áreas de animais, para uso somente
quando não houver alternativa. Sempre que possível,
tubos plásticos devem ser usados em substituição aos
de vidro. Depois de descartadas, as agulhas descartáveis nunca devem ser dobradas, cortadas, quebradas,
reencapadas ou removidas de seringas descartáveis,
com as mãos. Elas devem ser cuidadosamente colocadas em um recipiente resistente a perfurações
usado para materiais descartáveis. Utensílios não
descartáveis são obrigatoriamente colocados em recipientes de paredes espessas para transporte à área
de descontaminação.
Das afirmativas acima: