Paul Veyne, em A história da vida privada, realiza um estudo sobre aspectos do
cotidiano presentes no Império Romano, entre eles o casamento. Considerando o tema descrito,
analise as assertivas abaixo:
I. O casamento romano era um ato privado, porém era obrigatória a existência de um ato formal
manifestado através de um contrato escrito no qual o casal reconhecia os seus direitos e deveres
dentro dessa instituição.
II. Homens e mulheres tinham acesso ao divórcio, bastava se afastar com a intenção de se divorciar,
não sendo necessário prevenir o cônjuge; constituía um ato informal em que, em determinados
casos, os juristas hesitavam legitimamente sobre ser uma simples desavença ou uma verdadeira
separação.
III. No caso da mulher, quer tomasse a iniciativa do divórcio, quer fosse repudiada, deixava o lar
conjugal sem o seu dote, porém os filhos obtidos no casamento seguiam a mãe.
IV. O casamento era uma instituição privada; contudo, em Roma, era considerado como um dos
“deveres do cidadão”, um dos meios honrosos de enriquecer, ter filhos legítimos e perpetuar o
corpo cívico, o núcleo dos cidadãos.
Quais estão INCORRETAS?