No último parágrafo de sua obra Anarquia,
Estado e Utopia, o filósofo estadunidense Robert
Nozick (1938-2002) afirma:
O Estado mínimo trata-nos como indivíduos
invioláveis, que não podem ser usados de certas
maneiras por outros como meios, ferramentas,
instrumentos ou recursos. Trata-nos como pessoas
que têm direitos individuais, com a dignidade que
isso pressupõe. Trata-nos com respeito ao acatar
nossos direitos, ele nos permite, individualmente
ou em conjunto com aqueles que escolhemos,
determinar nosso tipo de vida, atingir nossos fins
e nossas concepções de nós mesmos, na medida
em que sejamos capazes disso, auxiliados pela
cooperação voluntária de outros indivíduos
possuidores da mesma dignidade. Como ousaria
qualquer Estado ou grupo de indivíduos fazer
mais, ou menos?
(NOZICK, R. Anarquia, Estado e Utopia. Rio de Janeiro:
Jorge Zahar, 1991, p.357 e 358)
Robert Nozick é um dos mais conhecidos filósofos
liberais do século XX e sua defesa em favor de certo
modelo de Estado está em harmonia com a tese
liberal, particularmente da corrente libertarianista,
conforme indicado no item: