O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Aedes hackeado (Parte 1)
Há anos tentamos combater a dengue focando na
eliminação do mosquito (basicamente, não deixar água
parada). Essas ações são fundamentais, claro, mas a
busca por uma solução definitiva demanda focar no
vírus, não apenas no vetor.
O World Mosquito Program, por exemplo, faz isso
infectando o mosquito com a bactéria Wolbachia. Esse é
um micróbio que ocorre naturalmente em metade dos
insetos, mas não no A. aegypti. No entanto, se o
mosquito for infectado artificialmente com a bactéria, os
vírus da dengue, zika, chikungunya e febre amarela não
conseguem se desenvolver dentro dele. A ideia é soltar
mosquitos infectados com Wolbachia e esperar que eles
se reproduzam com os da cidade. Dessa forma, aumenta
a porcentagem de A. aegypti que não transmitem
doenças. O experimento começou em Niterói (RJ), em
2015. Desde então, os casos de dengue na cidade
diminuem a cada ano.
Há também os mosquitos geneticamente modificados
feitos pela empresa Oxitec. A alteração no gene tTAV faz
com que as fêmeas (que são as únicas que picam)
morram em fase larval. Os Aedes aegypti transgênicos
machos se reproduzem com as fêmeas selvagens,
resultando numa prole toda masculina.
(Super Interessante, Março de 2024)