“Uma forma de fazer a leitura do mundo é por meio da leitura do espaço, o qual traz em si
todas as marcas da vida dos homens. Desse modo, ler o mundo vai muito além da leitura
cartográfica, cujas representações refletem as realidades territoriais, por vezes distorcidas
por conta das projeções cartográficas adotadas. Fazer a leitura do mundo não é fazer uma
leitura apenas do mapa, ou pelo mapa, embora ele seja muito importante. É fazer a leitura
do mundo da vida, construído cotidianamente e que expressa tanto as nossas utopias como
os limites que nos são postos, sejam eles do âmbito da natureza, sejam do âmbito da
sociedade (culturais, políticos, econômicos).”
(Callai, 2005, p. 228)
Para que seja possível compreender que “ler o mundo vai muito além da leitura
cartográfica”, especialmente nos primeiros anos do processo de ensino e aprendizagem da
Geografia, é necessário: