Tomar a epistemologia feminista como caminho significa enfatizar as
mulheres como sujeitos históricos, negando uma ciência neutra,
objetiva e baseada em um único tipo de racionalidade. Com isso, é
possível explicitar que todo discurso científico tem um sujeito
operante, e nas sociedades modernas capitalistas são os homens
brancos, cis heterossexuais, ocidentais e das elites que se
constituíram o lugar hegemônico da razão técnico-científica. A
epistemologia feminista realiza a crítica de que o conhecimento
científico não é universal, mas androcêntrico.
Outro aspecto central da epistemologia feminista é seu caráter
político e, portanto, é um conhecimento fundado na implicação
política