Seria fundamental examinar a diversidade do mapa do
feudalismo ocidental que emergiu a partir do século IX. Os
historiadores soviéticos Liublinskaya, Gutnova e Udaltsova
sugeriam corretamente uma tríplice classificação.
(Perry Anderson, Passagens da Antiguidade ao Feudalismo , 1988.
Adaptado)
Faz parte dessa “tríplice classificação”,
A a parte mais Oriental da Europa, espaço de marcante
presença de povos bárbaros e que adotou as principais instituições dos visigodos, como as relações de
dependência pessoal, e que desconhecia a tradição
romana.
B a Germânia, a Escandinávia e a Inglaterra, regiões
onde houve uma lenta transição ao feudalismo sob
a dominância nativa da herança bárbara, porque
não ocorreu um enraizamento profundo do governo
romano.
C a França e parte da península Ibérica, territórios sob
o domínio dos árabes até o século X e que conheceram superficialmente as relações feudais de produção, nos quais os servos detinham amplos direitos.
D a Europa Ocidental, região sem a presença de povos
invasores e que preservou integralmente as principais instituições jurídicas romanas e se contrapôs
à desordem política originária do Oriente, gerando
uma ordem feudal tênue
E a Espanha e Portugal, espaços onde o feudalismo se
enraizou de forma mais radical, sendo que as relações entre os servos e os senhores eram marcadas
por detalhadas obrigações, porque as instituições
romanas foram pouco presentes.