“Desde há mais de cem anos, espalhouͲse uma grande
quantidade de lamentações sobre a desordem das escolas e do
método e, sobretudo nos últimos 30 anos, pensouͲse
ansiosamente nos remédios. Mas com que proveito? As escolas
permaneceram quais eram. Se alguém, particularmente, ou em
qualquer escola em particular, começou a fazer qualquer coisa,
pouco adiantou: ou foi acolhido pelas gargalhadas dos
ignorantes ou coberto pela inveja dos malévolos, ou então,
privado de auxílios, sucumbiu ao peso dos trabalhos e, assim,
até agora, todas as tentativas têm resultado vãs.”
(Comênio, 1985 apud Cortella, 2011)
Cortella, ao citar texto escrito, em 1632 pelo educador
Comênio, remete à similaridade entre a situação da escola há
mais de quatro séculos e a educação brasileira. Para tal, se
refere a três concepções sobre a natureza dessa relação –
otimismo ingênuo, pessimismo ingênuo e otimismo crítico.
A concepção otimista crítica na relação sociedade e escola
caracteriza-se por atribuir a essa instituição