“Acredito que haja outro momento para além do oriente e
ocidente se juntando para tentar encapsular o pensamento.
Ganham novas dimensões quando velhos termos são postos em
outros contextos. O caso é que vivemos em estado de arte e o
passeio em outros mundos é apenas uma forma de como podemos
pensar e experimentar a tão falada decolonização. Makunaima e
decolonização soam termos soltos no meio da multidão, ou seja, o
povo, aquele a quem nós midiáticos buscamos. Ou não? Acontece
que Makunaima expôs-se em Makunaíma para ser parte da cultura
disponível. Uma vida inteira a esse propósito é anunciada para a
contextualização mínima. A minha relação com meu avô será o
nosso passeio. Makunaima no círculo que este texto alcança é, ou
poderia ser, minimamente conhecido por sua parte exposta antes
na arte, no mundo.”
ESBELL, Jaider. Makunaima, o meu avô em mim! Iluminuras, Porto Alegre, v. 19,
n. 46, p. 11-39, jan/jul, 2018.
Considerando o texto de Jaider Esbell, analise as afirmativas a
seguir.
I. Os sentidos, que têm constituição espaço-temporal, são
ideológicos e, por isso, dependentes das esferas de atividades
em que circulam.
II. Expor Makunaíma em Makunaíma faz revolver as narrativas da
história e possibilita retirar da invisibilidade questões da
ancestralidade, da organização social e da subjetividade do
indígena.
III. Ações decoloniais, como atos de insurgência, podem ser
experimentadas nas obras, nas vozes e na agentividade dos
artistas indígenas contemporâneos.
Está correto o que se afirma em