As neuropatias periféricas designam um conjunto de alterações que se traduzem em sintomas variados como a
sensação de formigamento e entorpecimento, que podem progredir para uma disestesia até a perda da sensibilidade. Fraqueza muscular e eventual atrofia podem resultar do dano das fibras nervosas motoras. De acordo
com o nervo envolvido, as polineuropatias tóxicas podem ser classificadas em axonopatias, que se apresentam
como perda sensório-motora distal (mais evidente nas extremidades inferiores, onde os axônios são mais longos), mielinopatias, quando ocorre a desmielinização, e as neuronopatias. Em relação às Polineuropatias,
afirma-se:
A Em trabalhadores expostos a produtos químicos neurotóxicos, como chumbo e seus derivados, compostos
organofosforados, arsênio e seus compostos, as polineuropatias, excluídas outras causas não ocupacionais,
devem ser consideradas como doença do trabalho, do grupo I da classificação de Schilling.
B Para a avaliação da disfunção e deficiência causadas pelas polineuropatias, podem ser úteis os indicadores
e parâmetros semelhantes aos utilizados para o parkinsonismo, baseados na hierarquização das deficiências ou disfunções da postura e da marcha.
C Entre as causas ocupacionais, estão doenças genéticas, nutricionais, infecções e pós-infecções, tumores
malignos e doenças metabólicas (diabetes e deficiência de tiamina). Outras causas importantes são alcoolismo, uremia, paraproteinemia, amiloidose e sarcoidose.
D Normas de higiene e segurança rigorosas, incluindo sistemas de ventilação exaustora adequados, monitoramento sistemático das concentrações no ar ambiente e enclausuramento de processos e isolamento de
setores de trabalho, não são medidas de controle ambiental que visem à eliminação ou à redução da exposição, a níveis considerados aceitáveis.
E O exame eletromiográfico pode revelar alteração da velocidade de condução nervosa e redução da amplitude sensitiva ou motora do potencial obtido. A velocidade de condução nervosa motora ou sensitiva mais
lenta está, geralmente, associada às polineuropatias axonais, enquanto que valores normais na presença
de diminuição da amplitude motora e sensitiva relacionam-se à desmielinização das fibras nervosas.O exame eletromiográfico pode revelar alteração da velocidade de condução nervosa e redução da amplitude sensitiva ou motora do potencial obtido. A velocidade de condução nervosa motora ou sensitiva mais
lenta está, geralmente, associada às polineuropatias axonais, enquanto que valores normais na presença
de diminuição da amplitude motora e sensitiva relacionam-se à desmielinização das fibras nervosas.