A partir de 1830, há um segundo momento na luta operária: o movimento “cartista”. Os operários ingleses haviam criado a Associação dos Operários, considerada ilegal pelo governo. Dessa associação partiu, em 1837, a publicação da Carta do Povo. Nesta Carta,
A
propugnava-se o sufrágio universal masculino, o voto secreto, a remuneração dos parlamentares, uma representação mais igualitária nas eleições, entre outros itens. O que se pretendia, em última análise, era permitir uma representação política do proletariado.
B
vislumbra-se uma aproximação do movimento operário ao movimento socialista, entendendo o socialismo como uma contestação ao individualismo liberal e uma resposta aos problemas sociais criados pela industrialização e pela nova crise do sistema capitalista.
C
defendia-se a ação direta da classe operária para a derrubada do capitalismo, principalmente através de uma greve geral, o trabalho de educação política da classe operária pelos sindicatos de trabalhadores, para que ela, de forma espontânea, iniciasse a revolução.
D
refletiu-se a tendência da classe operária para destruir o aparelho de Estado burguês, para substituir a democracia burguesa, baseada na miséria e no trabalho forçado do povo, por uma democracia proletária, como forma superior de democracia e de igualdade para todos.
E
propunha-se a instalação de uma ampla democracia: funcionários eleitos pelo sufrágio universal, revogabilidade dos cargos e mandatos a qualquer momento, determinação de que o salário dos representantes não poderia ser maior do que o de um operário qualificado.