Considere o texto sobre o processo de desterritorialização.
A fragmentação e a fragilização que atingiram o campo do trabalho e da produção nas últimas
décadas podem ser consideradas componentes essenciais para configurar aquilo que a maioria dos
autores denomina como processos de desterritorialização. Em relação ao tema da globalização
muitos autores o associam, direta ou indiretamente, a processos de desterritorialização. Nesse
sentido, podemos identificar a perspectiva sob a qual, numa interpretação um pouco mais restrita,
a ênfase é dada a um dos momentos do processo de globalização – ou ao mais típico -, aquele
chamado capitalismo pós-fordista ou capitalismo de acumulação flexível, flexibilidade esta que seria
responsável pelo enfraquecimento das bases territoriais ou, mais amplamente, espaciais, em
especial na lógica locacional das empresas e no âmbito das relações de trabalho (precarização dos
vínculos entre trabalhador e empresa, por exemplo).
HAESBAERT, R. O Mito da Desterritorialização. Bertrand Brasil, 2004, p. 173. Adaptado.
No texto, o processo de desterritorialização é abordado especificamente na perspectiva: